Tornar-se médico(a) negro(a)
currículos e racismo na formação médica
DOI:
https://doi.org/10.23899/s1fba335Palavras-chave:
Currículo, Formação, medicina, Negro, RacismoResumo
Este artigo é resultado da pesquisa Tornar-se Médico(a) Negro(a): a visão dos estudantes sobre o currículo nos cursos de graduação das universidades públicas de Pernambuco, realizada no Departamento de Antropologia e Museologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A pesquisa investiga a percepção de estudantes negros sobre o currículo médico em suas universidades e evidencia os principais desafios enfrentados ao longo do processo de formação. O artigo destaca elementos centrais desse percurso, abordando as origens da medicina no Brasil e seu modelo de ensino historicamente centrado em epistemologias eurocêntricas; apresenta dados sobre a presença de pessoas negras nos cursos de medicina; analisa a percepção dos estudantes acerca da estrutura curricular; e discute os desafios vivenciados durante a formação, com ênfase em suas narrativas e nos elementos constitutivos de suas identidades raciais, em confronto com o racismo presente em um campo de ensino marcadamente embranquecido.
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