Epistemologia decolonial e práticas antirracistas
uma episteme possível na pesquisa em educação básicA
DOI:
https://doi.org/10.23899/454r1532Palavras-chave:
Palavras-Chave: Epistemologia Decolonial; Escola Básica; Práticas Antirracistas.Resumo
O objetivo desse artigo científico é apresentar uma breve discussão teórica sobre as bases epistemológicas que sustentam a produção do conhecimento na Educação Básica e situar uma das epistemes, estabelecendo uma relação com o conceito de práticas antirracistas na escola básica quilombola. Para isso, metodologicamente, realizou-se uma revisão de autores/as que pesquisam e produzem cientificamente, a partir de uma base epistemológica decolonial ou que se aproxima dela, trazendo uma discussão relacionada a Lei 10.639/03 (Brasil, 2003) e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana (Brasil, 2004), no pensar sobre as práticas antirracistas. O estudo demonstrou, com base nos autores Quijano (2005), Santos; Menezes (2010), Mignolo (2017), Collins (2018) entres outros, que as epistemes decoloniais são uma possibilidade relevante para a pesquisa sobre práticas antirracistas, tendo a legislação específica vigente como um indicativo que permite outros saberes, os quais colocam o negro em perspectiva de protagonismo frente à história de formação do povo brasileiro e do Continente Africano, constituídos como local de saberes e culturas, ou seja, o estabelecimento de outras epistemes que contribui para desconstrução de práticas racistas e oportuniza práticas antirracistas.
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