Acarajé como símbolo de resistência cultural: narrativas sobre o modo de saber fazer e servir
DOI:
https://doi.org/10.23899/dyxbwx40Palavras-chave:
Acarajé, Ofício, Patrimônio cultural imaterial, Símbolo de resistênciaResumo
A pesquisa explora as transformações que o acarajé sofreu desde sua origem, derivado do bolinho de acará trazido por negros escravizados para o Brasil. Além de ser um símbolo de resistência cultural, o acarajé foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial em 2005 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Reconhecimento baseado na importância cultural e religiosa do ofício das baianas do acarajé, que é um trabalho das ganhadeiras nos séculos XVIII e XIX, e como essas mulheres foram se transformando nas baianas de acarajé que conhecemos na contemporaneidade. Esse trabalho trilhou todo o caminho da história que envolveu o prato, desde a sua saída da África até a sua chegada ao Brasil, levando em consideração a breve história do comércio transatlântico e seus contornos. Nesse contexto, o objetivo da pesquisa é analisar a iguaria acarajé como símbolo de resistência cultural, as narrativas sobre o modo de saber fazer e servir que envolve esse prato. Do ponto de vista metodológico, constitui-se em um estudo de caso de natureza básica, com abordagem qualitativa, fundamentado em um estudo bibliográfico com método histórico-comparativo. Portanto, ao longo do desenvolvimento desta pesquisa foi encontrada a resposta, a partir das bibliografias lidas para apresentação desse trabalho. O acarajé tem sua origem do bolinho de feijão fradinho nomeado na África de acará, faz parte da culinária iorubana, e foi trazido pelo povo negro no tempo que se praticava o comércio transatlântico, e que se resumiu à escravidão, seja no Brasil ou em outros países da América.
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