O NEABI e a educação para as relações étnico-raciais

Autores

  • Luci Helena Silva Martins Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Valesca Rodrigues de Souza Instituto Federal do Norte de Minas Gerais - IFNMG

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v7i4.1983

Palavras-chave:

educação, educação, cultura, cultura, política, política

Resumo

Este artigo foi apresentado ao Congresso Internacional Online de Estudos sobre Cultura 2020 com o intuito de promover uma discussão acerca de como o Núcleo de Estudos, Pesquisas e Extensão Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), sob a ótica do reconhecimento social, pode ser observado como instância de resistência para a educação para as relações étnico-raciais. Entende-se que a discussão sobre a educação não pode se dar sem uma análise crítica das condições sob as quais se desenvolveram os mecanismos educacionais, tendo em conta um contexto, sobretudo cultural, em que a educação de “qualidade” sempre fora reservada a uma elite dominante e utilizada como instrumento de mantença dos privilégios que engendram e perpetuam a injustiça social no Brasil. Por isso, a relevância em se observar a atuação do NEABI/IFNMG enquanto instância de luta por reconhecimento social.

Biografia do Autor

Luci Helena Silva Martins, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Doutora em Serviço Social; professora do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Social e do curso de Serviço Social da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes); Montes Claros; Minas Gerais; Brasil; lucihelenam@yahoo.com.br

Valesca Rodrigues de Souza, Instituto Federal do Norte de Minas Gerais - IFNMG

Mestre em Educação; professora do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) – Campus Montes Claros; Montes Claros; Minas Gerais; Brasil; valesca.souza@ifnmg.edu.br

Referências

ARENDT, Hannah. [1958]. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010.

________________. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 2011.

________________. Origens do totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

BELLONI, Isaura; MAGALHÃES, Heitor de; SOUSA, Luzia Costa de. Metodologia de avaliação em políticas públicas: uma experiência em educação profissional. 4 ed. São Paulo: Cortez, 2007. 96 p. (Coleção Questões da Nossa Época, v. 75).

BRASIL. Lei nº. 11.892, de 29/12/2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, Brasília - DF, 30 dez. 2008.

_______. Ministério da Educação. Histórico da Educação Profissional. Disponível em:<http://portal.mec.gov.br/setec/arquivos/centenario/historico_educacao_profissional.pdf>. Acesso em: 17 ago. 2009.

_______. Ministério da Educação. Secretária de Educação Profissional e Tecnológica. Concepções e Diretrizes – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. Brasília – DF, 2008. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/setec/arquivos/pdf3/ifets_livreto.pdf>. Acesso em: 11 nov. 2008a.

COHN, Gabriel. Weber, Frankfurt: teoria e pensamento social. 1 ed. Rio de Janeiro: Azougue, 2016.

CORREIA, Adriano. A questão social em Hannah Arendt: apontamentos críticos. Rev. Filos., Aurora, Curitiba, v. 20, n. 26, p.101-112, jan./jun. 2008.

COURTINE-DENAMY, SYLVIE. O cuidado com o mundo: diálogo entre Hannah Arendt e alguns de seus contemporâneos. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004.

EVARISTO, Conceição. Tempo de nos aquilombar. Disponível em: https://www.xapuri.info/cultura/tempo-de-nos-aquilombar/ . Acesso em: 15 jul. 2020.

FONSECA, Marcus Vinicius. Educação e controle em relação à população negra de Minas Gerais no século XIX. FONSECA, Marcus Vinicius et al. Relações étnico-raciais e educação no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2011. Pp. 61-91

GOMES, Nilma Lino. Diversidade étnico-racial: por um projeto educativo emancipatório. FONSECA, Marcus Vinicius et al. Relações étnico-raciais e educação no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2011. Pp. 39-59.

GONÇALVES, Luiz Alberto Oliveira. Pensar a educação, pensar o racismo no Brasil. FONSECA, Marcus Vinicius et al. Relações étnico-raciais e educação no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2011. Pp. 93-143

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Conselho Nacional de Educação. Parecer nº CNE/CP 003, de 10 de março de 2004. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília, DF, 2004.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Educação Antirracista: caminhos abertos pela Lei Federal 10.639/03. Brasília, DF: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005.

MORETTI, Gianna Alessandra Sanchez. Igualdade como Diversidade no Direito à Educação: erradicando a discriminação étnico-racial no sistema de ensino brasileiro. 2017. Tese (Doutorado em Direito) – Centro de Direito, Estado e Constituição, Universidade de Brasília. Brasília, 2017, p.177.

NASCIMENTO, ABDIAS DO. Quando um herói nacional é negro: Abdias do Nascimento e a História que não aprendemos. 2019. Disponível em: https://www.geledes.org.br/quando-um-heroi-nacional-e-negro-abdias-do-nascimento-e-a-historia-que-nao-aprendemos/. Acesso em: 29 jun. 2020.

PIROMALLI, Eleonora. Teoria crítica e psicanálise: um processo de aprendizado de Adorno, através de Habermas, até Honneth. Desigualdade e reconhecimento: atualidade da teoria crítica de Axel Honneth. Antônio Dimas Cardoso (org.).Montes Claros: Unimontes, 2018.

PRANDI, Reginaldo. Segredos guardados: orixás na alma brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

SILVA, Caetana Juracy Resende da (org.). Institutos Federais lei 11.892, de 29/11/2008: comentários e reflexões. Natal: IFRN, 2009. 70 p.

SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves e. Aprender, ensinar e relações étnico-raciais no Brasil. FONSECA, Marcus Vinicius et al. Relações étnico-raciais e educação no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2011. Pp 11 – 37.

VANZULLI, Marco. Exposição crítica da teoria do reconhecimento de Axel Honneth. Desigualdade e reconhecimento: atualidade da teoria crítica de Axel Honneth. Antônio Dimas Cardoso (org.).Montes Claros: Unimontes, 2018.

Downloads

Publicado

28/02/2021

Como Citar

Silva Martins, L. H., & Souza, V. R. de. (2021). O NEABI e a educação para as relações étnico-raciais. RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 7(4). https://doi.org/10.23899/relacult.v7i4.1983

Edição

Seção

II - Congresso Internacional Online de Estudos sobre Culturas