Cem Anos de Solidão: Algumas Chaves de Leitura

Autores

  • Daniel Castello Branco Ciarlini Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v5i1.934

Palavras-chave:

Márquez, realismo maravilhoso, solidão

Resumo

Demonstrar vieses de leitura da obra Cem anos de solidão (1967), de Gabriel García Márquez, é o que se propõe neste artigo. Para isso, explora-se o modo como o escritor utilizou na fábula contrapontos, inversões e oposições, construídas a fim de operacionalizar, no entrelace dos tempos histórico e mítico, certo ar de encantamento – comum ao estilo em que se inscreve o livro, o realismo maravilhoso. Dessa forma, foi possível identificar dois níveis de trabalho em Márquez: um externo, que lida diretamente com a apreensão do leitor; e um interno, relacionado à conduta de suas próprias personagens. Dialoga-se, aqui, especialmente, com os textos de Chiampi (2012), quando esta discute o realismo maravilhoso como gênero, Josefina Ludmer (1972) e Ángel Rama (1987), cujas análises permitem a compreensão dos jogos opostos internos da obra.

Biografia do Autor

Daniel Castello Branco Ciarlini, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Daniel Castello Branco Ciarlini é mestre em Letras pela Universidade Estadual do Piauí e doutorando em Estudos de Literatura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É bolsista CAPES. Mora em Teresina, Piauí, Brasil. Autor de A face oculta da literatura piauiense (2012) e Literatura, imprensa e vida literária em Parnaíba (2016). E-mail: danielcastellobranco@hotmail.com.

Referências

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Publicado

23/06/2019

Como Citar

Ciarlini, D. C. B. (2019). Cem Anos de Solidão: Algumas Chaves de Leitura. RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 5(1). https://doi.org/10.23899/relacult.v5i1.934

Edição

Seção

Artigos - Fluxo Contínuo