Desenvolvimento, alternativas de/ao desenvolvimento e a questão ambiental

Autores

  • cristiane coradin Universidade Federal do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v3i3.521

Palavras-chave:

desenvolvimento, meio ambiente, alternatividades

Resumo

O desenvolvimento como crescimento econômico tem sido promovido por países ditos “desenvolvidos” como uma utopia a ser alcançada pelos países do sul, jamais alcançado. A questão ambiental emerge em contextos de crise desse modelo socioeconômico hegemônico e mediante tendências ao esgotamento dos recursos naturais em idos de 1970. As propostas apresentadas e assimiladas pela ONU e pela perspectiva hegemônica de desenvolvimento tem se mostrado insuficientes, mediante contextos de ampliação de desigualdades sociais, econômicas, culturais e políticas, e da criação de novos imperialismos, baseados em economias neoextrativistas, notadamente desde o sul. Esses contextos tem propiciado a emergência de teses alternativas de e ao desenvolvimento, envolvendo também a questão ambiental.  O presente artigo é um estudo teórico, realizado através de revisão de literatura, e tem como objetivo discorrer e dialogar com as principais teses de desenvolvimento presentes na América Latina, contextualizando o modelo hegemônico, suas insuficiências, bem como dialogar com as propostas alternativas que foram e vem sendo construídas e assimiladas ao longo desse tempo, principalmente aquelas provindas desde olhares epistêmicos do sul, problematizando esse tema com a emergência e capacidade de resposta desses horizontes alternativos à questão ambiental

Biografia do Autor

cristiane coradin, Universidade Federal do Paraná

Ciências Ambientais: ruralidades e meio ambiente

Referências

ACSELRAD, H. O que é justiça ambiental. Rio de Janeiro: Garamond. 2009.

ALIER, J. M. Justiça Ambiental e decrescimento econômico a aliança dos dois movimentos. P. 55-78. In: LENA, P.; NASCIMENTO, E. P. (ORG). Enfrentando os limites do crescimento: sustentabilidade, decrescimento e prosperidade. RJ: Garamond. 2012.

BATISTA, P.N. O Consenso de Washington: A visão neoliberal dos problemas latino-americanos. Cartilha da Consulta Popular. São Paulo. 1994.

BRANDÃO. C. R. Acumulação primitiva permanente e desenvolvimento capitalista no Brasil Contemporâneo. In: ALMEIDA, A. W. B. et. al. Capitalismo globalizado e recursos territoriais: fronteiras da acumulação no Brasil contemporâneo. Rio de Janeiro: Lamparina, 2010, p. 39-69.

COUTO. J. M. O pensamento desenvolvimentista de Raúl Prebisch. Economia e Sociedade, Campinas, v. 16, n. 1 (29), abr. 2007. p. 45-64.

DALY, H. A economia ecológica e o desenvolvimento sustentável. AS-PTA. Textos para debate. Nº 30. Rio de Janeiro, 1991.

ESCOBAR. A. Más allá del desarrollo: postdesarrollo y transiciones hacia el pluriverso. Revista de Antropología Social nº 21, p. 23-62. 2012.

ESCOBAR, A. Sentipensar con la tierra: nuevas lecturas sobre desarrollo, territorio y diferencia. Medellín. Colombia. Ediciones UNAULA. 2014.

FERNANDEZ, P.B. Ecodesenvolvimento, Desenvolvimento Sustentável e Economia Ecológica: em que sentido representam alternativas ao paradigma de desenvolvimento tradicional? Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente, n. 23, p. 109-120, jan./jun. 2011.

FURTADO, C. Desenvolvimento e subdesenvolvimento. Editora Contraponto. 5ed. Rio de Janeiro. 2009.

GODOY, A.M.G. Padrão de desenvolvimento e meio ambiente. Paper. Universidade Federal do Paraná Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento. S.I.

GROSFOGUEL, R. Para descolonizar os estudos de economia política e os estudos pós-coloniais: transmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global. Revista Crítica de Ciências Sociais, 80, Março 2008.p. 115-147.

GUDYNAS, E. O novo extrativismo progressista na América do Sul: teses sobre um velho problema. Sob novas expressões. P.303-318. In: LENA, P.; NASCIMENTO, E. P. (ORG). Enfrentando os limites do crescimento: sustentabilidade, decrescimento e prosperidade. RJ: Garamond. 2012.

GUDYNAS, E. Buen Vivir: germinando alternativas ao desarollo. America Latina em Movimiento. ALAI. nº462. Febrero, Quito. 2011.

HARVEY. D. O Novo imperialismo. SOCIALIST. 2004. p.95-116.

HIDALGO-CAPITÁN, A. L. et. al. El Buen Vivir: la(re)creación del pensamento del Pydlos. Pydlos Ediciones. Cuenca. Ecuador. 2012.

LATOUCHE, S. O decrescimento. Por que e como? P. 45-54. In: LENA, P.; NASCIMENTO, E. P. (ORG). Enfrentando os limites do crescimento: sustentabilidade, decrescimento e prosperidade. Rio de Janeiro: Garamond. 2012.

LEFF, Enrique, Complexidade, interdisciplinaridade e saber ambiental. In: A. Philippi Jr., C. E. M. Tucci, D. J. Hogan; R. Navegantes. (eds.) Interdisciplinaridade em Ciências Ambientais. São Paulo: Signus Editora, 2000, p. 19-51.

PECQUER, B. O desenvolvimento territorial: uma nova abordagem dos processos de desenvolvimento para as economias do sul. Raízes, Campina Grande, Vol. 24, nº 01 e 02, jan./dez. 2005. p. 10–22.

PIERRI, N. “Análisis crítico del instrumento de evaluacion de impacto ambiental. Su aplicación en Uruguai”. Tese. Programa de Pós-Graduação em meio ambiente. UFPR. Curitiba. 2002.

PORTO, M. F.; PACHECO, T.; LEROY, J. P. (Orgs.). Injustiça ambiental e saúde no Brasil: o mapa de conflitos. Editora FIOCRUZ, 2013.

PORTO-GONÇALVES. C.W. A globalização da natureza e a natureza da globalização. Civilização Brasileira. Rio de Janeiro. 2017.

QUIJANO. A. ¿Bien vivir? Entre el «desarrollo» y la descolonialidad del poder En: Cuestiones y horizontes: de la dependencia histórico-estructural a la colonialidad/descolonialidad del poder. Buenos Aires: CLACSO, 2014.

QUINTERO, P. Desarrollo, modernidad y colonialidad. Revista de Antropología Experimental nº 13, Texto 5: 67-83. Universidad de Jaén (España). 2013.

SACHS. I.; VIEIRA.P.F (ORG). Rumo à ecossocioeconomia: teoria e prática do desenvolvimento. São Paulo. Cortez. 2009.

SANTOS. B. S. Para além do Pensamento Abissal: Das linhas globais a uma ecologia de saberes. Novos estud. - CEBRAP nº.79 São Paulo Nov. 2007.

SEN. A. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo. Companhia das Letras. 2010.

SINGER. A.V. Os sentidos do lulismo: reforma gradual e pacto conservador. 1 ed. — São Paulo. Companhia das Letras, 2012.

TAVARES. A. C. Da substituição de importações ao capitalismo financeiro. Zahar Editores. Rio de Janeiro. 1972.

Downloads

Publicado

31/12/2017

Como Citar

coradin, cristiane. (2017). Desenvolvimento, alternativas de/ao desenvolvimento e a questão ambiental. RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 3(3). https://doi.org/10.23899/relacult.v3i3.521

Edição

Seção

Artigos - Fluxo Contínuo