Ensino de língua espanhola na fronteira: LE ou L2?

Autores

  • Santiago Bretanha Freitas Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), câmpus Jaguarão.
  • Nathalia Madeira Araujo Universidade Católica de Pelotas

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v2i4.345

Palavras-chave:

Ensino de Espanhol, Fronteira, Língua Estrangeira, Segunda Língua.

Resumo

O presente estudo tem por objetivo discutir, no que se refere ao ensino de língua espanhola na região fronteiriça de Jaguarão (RS/BR) e de Río Branco (CL/UY), qual a concepção de língua os professores possuem e, consequentemente, qual concepção de ensino de língua espanhola é empregada em suas práticas docentes (Língua Estrangeira, LE, ou Segunda Língua, L2); através desses dados, triangulados com nosso referencial teórico, refletimos acerca da pertinência destas concepções levando em consideração as suas epistemes e o contexto fronteiriço. Para a realização desta pesquisa, pautada em uma metodologia qualitativa, e nos pressupostos de Spinassé (2006), Baralo (1999) e Gargallo (1999), elaboramos um questionário estruturado que foi respondido por quatro professores da rede básica de ensino e por dois alunos do Curso de Licenciatura em Letras Português/Espanhol da UNIPAMPA, Câmpus Jaguarão, que atuam nas escolas jaguarenses por meio do PIBID Letras – Língua Espanhola. Levando em consideração as concepções de língua manejadas pelos sujeitos participantes da pesquisa, assim como a maneira que idealizam o ensino de espanhol na fronteira Jaguarão/Río Branco, compreendemos o ensino de língua espanhola é, majoritariamente, relacionado à perspectiva de uma L2, já que as culturas dos dois países estão em estrito e constante contato.

Biografia do Autor

Santiago Bretanha Freitas, Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), câmpus Jaguarão.

Graduando em Letras Português e Espanhol pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Câmpus Jaguarão.

Nathalia Madeira Araujo, Universidade Católica de Pelotas

[1]Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da Universidade Católica de Pelotas (UCPEL); Bolsista Taxa Prosup/Capes. Graduada em Letras Português e Espanhol pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Câmpus Jaguarão (2014).

Referências

BARALO, M. La adquisición del español como lengua extranjera. Madrid: Arco/ Libros, 1999.

BOÉSSIO, C. P. D. Práticas docentes com o ensino da língua espanhola nas séries iniciais. 245 f. Tese (Doutorado em educação), Faculdade de Educação, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2010.

CABRAL, C. D. La cultura de frontera a los ojos de educadores fronterizos. 2015. 47 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras Português/Espanhol), Universidade Federal do Pampa. Jaguarão, 2015.

GARGALLO, I. S. Lingüística aplicada a La enseñanza: aprendizaje del español como lengua extranjera. Madrid: Arco libros, 1999.

LEFFA, V. J. O professor de línguas estrangeiras: do corpo mole ao corpo dócil. In: FREIRE, M. M.; ABRAHÃO, M. H. V.; BARCELOS, A. M. F. (Org.). Lingüística Aplicada e contemporaneidade. São Paulo: ALAB/Pontes, 2005, p. 203-218.

LÜDKE, M.; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

SPINASSÉ, K. P. Os conceitos de língua materna, segunda língua e língua estrangeira e os falantes de línguas alóctones minoritárias no sul do Brasil. In: Revista contingentia, v. 1, n. 1, nov. 2006, p.01-10.

Downloads

Publicado

31/12/2016

Como Citar

Bretanha Freitas, S., & Madeira Araujo, N. (2016). Ensino de língua espanhola na fronteira: LE ou L2?. RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 2(4), 604–615. https://doi.org/10.23899/relacult.v2i4.345

Edição

Seção

Dossiê - Ensino de línguas e a construção de identidades