Tumbas cadáveres: a materialidade da memória e a transição do mundo dos vivos ao mundo dos mortos

Autores

  • Amanda Basilio Santos Universidade Federal de Pelotas

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v2i4.276

Palavras-chave:

Medievo, Iconografia, Tumbas transi, Memória

Resumo

Este trabalho é um recorte da pesquisa em desenvolvimento no mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural (PPGMP-UFPel) que, através da análise das representações mortuárias do século XV na Inglaterra, conhecidos como tumbas transi, ou tumbas cadáveres, pretende explorar uma nova percepção da experiência representativa da morte, assim como analisar a função memorial destas fontes tumulares e na construção visual da identidade de uma nobreza em crise e uma classe burguesa ascendente. Nesta apresentação iremos focar nos aspectos de fronteiras simbólicas entre a vida e a morte, assim como as dicotomias entre o que se foi e o que de fato se tornará que é construído materialmente através deste fenômeno memorial, sendo que esta apresentação visa ser apenas um referencial introdutório da pesquisa.

Biografia do Autor

Amanda Basilio Santos, Universidade Federal de Pelotas

Bacharela em História (UFPEL); Especialista em Artes (PPGA-UFPel); Mestranda em História (PPGH-UFPel); Mestranda em Memória Social e Patrimônio Cultural (PPGMP-UFPel). Membro do LAPI (Laboratório de Política e Imagem). Bolsista CAPES.

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Publicado

31/12/2016

Como Citar

Santos, A. B. (2016). Tumbas cadáveres: a materialidade da memória e a transição do mundo dos vivos ao mundo dos mortos. RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 2(4), 706–714. https://doi.org/10.23899/relacult.v2i4.276

Edição

Seção

Dossiê - História, Memória e Identidades