Fronteiras Correspondidas: Moisés Bertoni e Suas Cartas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v6i3.1964

Palavras-chave:

Ciências Humanas, Estudos em Cultura.

Resumo

O presente trabalho constitui-se em uma pesquisa em torno de cartas remetidas e recebidas por Moisés Santiago Bertoni. Tem como objetivo lançar olhares sobre o mundo da fronteira trinacional Brasil, Paraguai e Argentina, final do século XIX e início do XX. Estes documentos apresentam acontecimentos e vivências ausentes em outras fontes de consulta. Bertoni, ao longo de sua vida, elaborou uma prática de produção sobre si, que englobou um diversificado conjunto de ações, desde as ligadas à escrita de si, até aquelas chamadas memórias de si. Essa “escrita de si” está sendo entendida dentro de um contexto de relações com seus próprios documentos, pois deixaram aparente o envolvimento que ele mantinha com os registros que produziu e arquivou para a construção de memórias que o colocam em uma posição de centralidade na fronteira. Foram os indícios contidos nas cartas que possibilitaram o relevante estudo não só sobre o personagem Bertoni, mas também sobre suas vivências e o rico legado produzido por ele e suas relações fronteiriças.

Biografia do Autor

Solange da Silva Portz, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste

Doutora pelo Programa Interdisciplinar: de Pós Graduação Sociedade Cultura e Fronteira. Dedica-se ao estudo sobre Fronteira a partir do personagem Moisés Bertoni - O estudo volta-se ao cruzamento de fontes escritas e visuais.

Valdir Gregory, Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE.

Doutor em História, professor Sênior do Programa de Pós-Graduação Sociedade, Cultura e Fronteiras da UNIOESTE – Campus de Foz do Iguaçu.

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Publicado

02/05/2021

Como Citar

Portz, S. da S., & Gregory, V. (2021). Fronteiras Correspondidas: Moisés Bertoni e Suas Cartas. RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 6(3). https://doi.org/10.23899/relacult.v6i3.1964

Edição

Seção

Dossiê: - Patrimônio cultural e memória nas fronteiras