Quebrando Urnas: as formas de silenciamento e apagamento da cultura material e memória utilizadas pelos invasores europeus na Manaus colonial (séc.XVII-XIX)

Autores

  • Samuel Lucena de Medeiros Universidade do Estado do Amazonas (UEA) / Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH)
  • Tatiana de Lima Pedrosa Santos Universidade do Estado do Amazonas (UEA) / Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH)

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v5i5.1654

Palavras-chave:

História, Interdisciplinaridade, Arqueologia, Amazônia,

Resumo

A colonização empreendida na Amazônia portuguesa pode ser aqui entendida como um processo multifacetado, onde surgem discussões sobre as imposições de poder e cultura, ao mesmo tempo em que havia uma preocupação em ocupar territórios e os proteger contra invasões de outros europeus. A Coroa portuguesa e a Igreja Católica tomam parte na colonização, assim como os próprios habitantes dos povoados portugueses, que veem no indígena uma fonte fácil de lucro, exploração do trabalho e expurgo. Vê-se a violência como uma forma de oprimir, mas também de reafirmar uma pretendida soberania do branco. É também nas convivências do período colonial na Amazônia, em especial no Lugar da Barra, futura cidade de Manaus, onde se constrói um campo de lutas e tensões entre os colonizadores e os nativos, cada um com seus meios de lidar com o conflito, amenizá-lo ou intensificá-lo. Neste trabalho, através do entrecruzamento de dados históricos e arqueológicos, o silenciamento da memória e o apagamento da cultura material são entendidos como formas de afetar diretamente a identidade e cultura dos povos indígenas no período, inserido na colônia portuguesa, entre os séculos XVII e XIX.

Biografia do Autor

Samuel Lucena de Medeiros, Universidade do Estado do Amazonas (UEA) / Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH)

Mestrando do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade do Estado do Amazonas (PPGICH/UEA); Bolsista da CAPES. Bacharel em Arqueologia pela UEA. Pesquisador no grupo de pesquisa do CNPq – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Arqueológicas da Bacia Amazônica – NIPAAM, da Universidade do Estado do Amazonas. Pesquisador no projeto pelo CNPq – Chamada Universal (Interdisciplinar) – triênio 2017-2019. Também pesquisador em Arqueologia Histórica e Arqueologia Amazônica. Pesquisador do Laboratório de Arqueologia Alfredo Mendonça de Souza (SEC/AM).

Tatiana de Lima Pedrosa Santos, Universidade do Estado do Amazonas (UEA) / Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH)

Doutora em História; Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade do Estado do Amazonas – UEA / Laboratório de Arqueologia Alfredo Mendonça de Souza

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Publicado

30/05/2019

Como Citar

Medeiros, S. L. de, & Santos, T. de L. P. (2019). Quebrando Urnas: as formas de silenciamento e apagamento da cultura material e memória utilizadas pelos invasores europeus na Manaus colonial (séc.XVII-XIX). RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 5(5). https://doi.org/10.23899/relacult.v5i5.1654

Edição

Seção

II - Seminário Latino-Americano de Estudos em Cultura