FESTIVAL DE PARINTINS – A EPOPEIA CABOCLA E A SEMIOSE LINGUÍSTICA E CULTURAL

Autores

  • Djane Silva Sena Universidade Federal do Amazonas
  • Priscila De Oliveira Pinto Maisel Universidade Federal do Amazonas

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v5i5.1555

Palavras-chave:

boi bumbá, cultura amazônica, cultura indígena, semiótica, arte.

Resumo

Estamos acostumados a valorizar a arte contida em telas e esculturas tudo o que mais aprendemos dentro dos padrões tradicionais. A obra só pode ser vista a partir de sua inserção como agente da história, portanto, uma história especial que, por sua vez, opera num campo específico e tem metodologias próprias, mas que, ao final, enquadra-se na história geral da cultura, explicando como será a cultura elaborada e construída pela arte.  No contexto da cultura artística contemporânea, temos o Festival de Parintins. No meio da imensidão da floresta e dos rios da Amazônia, acontece um espetáculo a céu aberto, onde os Bois Garantido e Caprichoso enfrentam-se para o deleite de cerca de 80 mil turistas. Tal como em um teatro, assistimos a uma epopeia cabocla numa grande semiose linguística e cultural, mítica e histórica. Personagens e elementos imaginários como fontes de ligação e origem através do mito que nada mais é do que a encenação poética da linguagem. En esta investigación, buscamos compreender a importância da cultura do boi-bumbá para a região amazônica e como esta cultura se (re)constrói simbolicamente. Como metodologia, utilizamos a pesquisa qualitativa com abordagem descritiva. Como resultados, identificam-se simbolicamente sujeitos e histórias comuns a outras que se revelam memórias de temas correlatos à cultura indígena, cabocla e religiosidade, narrativas simbólicas, transmitidas de geração a geração.

Biografia do Autor

Djane Silva Sena, Universidade Federal do Amazonas

Graduada em Artes Visuais pela Universidade Federal do Amazonas UFAM, onde atualmente é aluna do curso de Música. Atua na área de Teoria e História da Arte com foco na Cultura popular e Festas da Região Amazônica, principalmente o Boi Bumbá de Parintins e suas mais variadas representações. É pesquisadora do tema cultura e processos culturais na Amazônia e compõe o Grupo de Estudos e Pesquisas em Processos de Criação na Amazônia, da Universidade Federal do Amazonas. Possui produção científica norteadas pelas temáticas: Artes, Mitologia e Cultura Indígena. Com ênfase na relação da cultura popular, o boi bumbá e suas relações com o Festival de Parintins. É membro do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS/BRASIL). Faz parte da comissão artística do Boi Brilhante em Manaus desde 2003. Também tem experiência na área de Eventos e cerimoniais, com ênfase em eventos e cerimoniais de luxo. Tem experiência na área de produção de eventos culturais e shows temáticos. Atua nas áreas de artes visuais, literatura, produção artística.

Priscila De Oliveira Pinto Maisel, Universidade Federal do Amazonas

Artista visual, poetisa e professora na Faculdade de Artes da Universidade Federal do Amazonas - UFAM. Possui Licenciatura Plena em Artes Plásticas (2006) e bacharelado em Direito (2000), com mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia (2014) e especialização em Tecnologia Educacional multimídia (2004) pela UFAM. Atua na área de artes visuais, na produção, curadoria, pesquisa e ensino da arte. Trabalha com os temas: processo de criação artística, cultura e história da arte na Amazônia, análise visual e poéticas visuais

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Publicado

31/05/2019

Como Citar

Sena, D. S., & Maisel, P. D. O. P. (2019). FESTIVAL DE PARINTINS – A EPOPEIA CABOCLA E A SEMIOSE LINGUÍSTICA E CULTURAL. RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 5(5). https://doi.org/10.23899/relacult.v5i5.1555

Edição

Seção

II - Seminário Latino-Americano de Estudos em Cultura

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