Contribuições da Educação Ambiental para o fortalecimento das Colônias de Pesca Z1 e Z2 para atuarem na mediação entre os órgãos governamentais e os pescadores artesanais

Autores

  • Felipe da Silva Justo FURG - Universidade Federal do Rio Grande
  • Luciana Adélia Sottili FURG - Universidade Federal do Rio Grande
  • Daniela Benevides Essy FURG - Universidade Federal do Rio Grande

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v5i4.1342

Palavras-chave:

Associações, Colônias de Pesca, CIDIJUS, Educação Ambiental, Pesca Artesanal.

Resumo

Neste artigo objetiva-se tecer considerações sobre a importância da mediação, para criação de canais de diálogo entre as instituições e os pescadores artesanais das cidades de Rio Grande e São José do Norte, pautados nas perspectivas da Educação Ambiental, com o apoio de projetos de extensão como o CIDIJUS – Cidadania, Direitos e Justiça da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), vinculado a Faculdade de Direito (FADIR), permitindo a manutenção da integração destes com o ecossistema regional, bem como para fomentar a imprescindibilidade de associações fortalecidas, para que possam efetivamente representar a classe e se fazerem capazes de compelir as instituições ao diálogo, para respaldar e apoiar seus associados juridicamente, visando alcançar soluções aos desafios impostos aos pescadores pela contemporaneidade e demais impactos ambientais que afetam o ecossistema lacustre, onde exercem suas atividades falimentares.

Biografia do Autor

Felipe da Silva Justo, FURG - Universidade Federal do Rio Grande

Mestrando em Educação Ambiental - FURG 

Bacharel em Direito - Universidade Federal do Rio Grande – FURG, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.


Luciana Adélia Sottili, FURG - Universidade Federal do Rio Grande

Mestra em Direito e Justiça Social – FURG

Bacharela em Direito - Universidade Federal do Rio Grande – FURG, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.

Daniela Benevides Essy, FURG - Universidade Federal do Rio Grande

Mestranda em Direito e Justiça Social – FURG

Bacharela em Direito - Universidade Federal do Rio Grande – FURG, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.

Referências

Nas sociedades atuais o ser humano afasta se da natureza. [...] O ser humano, totalmente desintegrado do todo, não percebe mais as relações de equilíbrio da natureza. Age de forma totalmente desarmônica sobre o ambiente, causando grandes desequilíbrios ambientais [...].

[...] temos o dever, como educadores, de propor novas possibilidades, quando essa constitui motivo de alienação e mantenedora do status quo, construindo coletivamente conhecimentos, ampliando a compreensão da realidade complexa e chegando a alternativas aceitas como válidas para o grupo ou classe social (grifo da autora).

A educação ambiental deve orientar-se para a comunidade, para que ela possa definir quais são os critérios, os problemas e as alternativas [...] auxiliar e incentivar o cidadão e a cidadã a participarem da resolução dos problemas e da busca de alternativas no seu cotidiano de realidades específicas [...] influir decisivamente para isso, quando forma cidadãos e cidadãs conscientes dos seus direitos e deveres. Tendo consciência e conhecimento da problemática global e atuando na sua comunidade e vice-versa haverá uma mudança na vida cotidiana que, se não é de resultados imediatos, visíveis, também não será sem efeitos concretos.

"nas sociedades atuais o ser humano afasta-se da natureza. [...] totalmente desintegrado do todo, não percebe mais as relações de equilíbrio da natureza. Age de forma totalmente desarmônica sobre o ambiente, causando grandes desequilíbrios ambientais”.

“Os impactos ambientais que provocamos com o nosso estilo de vida são diferentes e diferenciados e precisam ser enfatizados e não camuflados na afirmativa simplificadora de que ‘o homem destrói o meio ambiente’”.

“o sucesso do associativismo coloca em pauta a necessidade de se observar os pré-requisitos mínimos para alguém poder ser considerado cidadão, a possibilidade de sobrevivência material e cultural”

[com] o aumento do desemprego e da miséria no país, muitos se voltam à pesca para sobrevivência, outros se dedicam a atividades pouco honestas buscando os benefícios que essa classe conquistou. É o caso de pessoas que se apresentam como despachantes e “arranjam” documentos necessários para que um cidadão possa usufruir o seguro desemprego que é oferecido ao pescador [...]. Esse fato causa um inchaço no número de pessoas que se dizem pescadores, já que, segundo denúncias, há pessoas de posse usufruindo dos benefícios da pesca.

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Publicado

05/05/2019

Como Citar

Justo, F. da S., Sottili, L. A., & Essy, D. B. (2019). Contribuições da Educação Ambiental para o fortalecimento das Colônias de Pesca Z1 e Z2 para atuarem na mediação entre os órgãos governamentais e os pescadores artesanais. RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 5(4). https://doi.org/10.23899/relacult.v5i4.1342

Edição

Seção

IV - Encontro Humanístico Multidisciplinar