Relação mulheres e natureza nos interstícios da Educação Ambiental

Autores

  • Juliana Corrêa Pereira Schlee Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
  • Dárcia Amaro Ávila Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
  • Paula Corrêa Henning Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v4i0.747

Palavras-chave:

Acontecimentos, Educação Ambiental, Gênero, Mulheres, Natureza

Resumo

Como educadoras-pesquisadoras ambientais assumimos um compromisso ético e político, nos provocando a pensar sobre o campo de saber da Educação Ambiental como uma possiblidade de criarmos outras formas de pensar e problematizar verdades e certezas que atravessam a relação das mulheres com a natureza, que tomam como natural na seara da Educação Ambiental. Para alcançar o objetivo proposto nesta pesquisa vamos percorrer alguns acontecimentos discursivos que entrelaçam mulheres e natureza, através das teorizações de Michel Foucault entendemos que os acontecimentos discursivos são eventos importantes, traçados históricos que são tomados como discursos, assim pinçamos da história a Primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (Estocolmo, 1972); a  Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental (Tbilisi, 1977), que destacam a relação do homem para solução dos problemas ambientais pautados na racionalidade científica e os eventos da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente (Rio de Janeiro, 1992) e a IV Conferência das Nações Unidas sobre a Mulher (Pequim, 1995) que posiciona as mulheres em destaque, convocando-as  para proteção e cuidado do planeta. Nessa direção, utilizamos as contribuições de estudos de gênero e meio ambiente a fim de mostrar o quanto estes modos de pensar, valorizar e conceituar a relação mulheres e natureza vem se constituindo e se modificando pela história e cultura. Além disso, visibilizar as aproximações com a educação ambiental nos possibilita problematizarmos e (re)inventarmos novos modos de nos relacionar com a natureza na atualidade.

Biografia do Autor

Juliana Corrêa Pereira Schlee, Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

Mestranda do Programa de Educação Ambiental pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG/CAPES. Integrante do Grupo de Estudos em Educação, Cultura, Ambiente e Filosofia - GEECAF/ FURG, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.

Dárcia Amaro Ávila, Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

Doutoranda do Programa de Educação Ambiental (PPGEA, FURG/CAPES) e participante dos grupos de pesquisa Sexualidade e Escola e Grupo de Estudos em Educação, Cultura, Ambiente e Filosofia – GEECAF/FURG, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.

Paula Corrêa Henning, Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

Doutora em Educação, Professora dos Programas de Pós-graduação em Educação e Ciência e Educação Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande, Coordenadora do Grupo de Estudos em Educação, Cultura, Ambiente e Filosofia – GEECAF/FURG, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.

Referências

ANGELIN, R. Mulheres, ecofeminismo e desenvolvimento sustentável diante das perspectivas de redistribuição e reconhecimento de gênero. Itajaí: Estamos preparados? Rev Eletr. Direito e Política. UNIVALI, v.9, nº 3, p. 1569-1597, 2014.

ÁVILA, D. A. RIBEIRO, P.R.C. E HENNING, P.C. “O Gênero é fundamental para o desenvolvimento sustentável”: reflexões sobre a operação de dispositivos em programas globais e seus efeitos para a Educação Ambiental. Rio Grande: REMEA, Ed. Especial, p.95-119, julho/2016. Disponível em: https://www.seer.furg.br/remea/article/viewFile/5962/3685 Acesso em: 05 de setembro de 2016.

BRAIDOTTI, Rosi; CHARKIEWICZ, Ewa; HAUSLER, Sabine; WIERINGA, Saskia. Mulher, ambiente e desenvolvimento sustentável. Para uma síntese teórica. São Paulo: Instituto Piaget, 1994

CARVALHO, I.C. de M. Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico. São Paulo: Cortez, 6ªed., 256p., 2012.

CARVALHO, M. O que é Natureza? São Paulo: Editora Brasiliense, 1991.

CASTRO, M.G.; ABRAMOPVAY, M. Gênero e Meio Ambiente. São Paulo: Cortez Editora, 2ºed., 144p., 2005.

CZAPSKI, S. A implantação da Educação Ambiental no Brasil. Brasília: MEC, 166p.,1998.

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE HUMANO. DECLARAÇÃO. Estocolmo, 1972. Disponível em: www.mma.gov.br/estruturas/agenda21/_arquivos/estocolmo.doc Acesso em: 18 de setembro de 2017.

CONFERÊNCIA INTERGOVERNAMENTAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL. DECLARAÇÃO. Tbilisi, 1977. Disponível em: www.mma.gov.br/port/sdi/ea/deds/pdfs/decltbilisi.pdf Acesso em: 18 de setembro de 2017.

CONFERÊNCIA INTERGOVERNAMENTAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL. RECOMENDAÇÕES. Tbilisi, 1977.Disponível em: www.fzb.rs.gov.br/upload/20130508155354tbilisi.pdf Acesso em: 18 de setembro de 2017.

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE. PLATAFORMA DE AÇÃO, CAPÍTULO 24. Rio de Janeiro, 1992. Disponível em: www.mma.gov.br/estruturas/agenda21/_arquivos/cap24.doc Acesso em: 18 de setembro de 2017.

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MULHER, DESENVOLVIMENTO E PAZ, IV. DECLARAÇÃO E PLATAFORMA DE AÇÃO. Pequim, 1995. Disponível em: http://www.un.org/womenwatch/daw/beijing/pdf/BDPfA%20S.pdf Acesso em: 18 de setembro de 2017.

FOUCAULT, M. A ordem do discurso: aula inaugural no Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. São Paulo: Edições Loyola, 24ºed. 74p., 2014.

GARCIA. S.M. Desfazendo os vínculos naturais entre gênero e meio ambiente. Revista de Estudos Feministas, Rio de Janeiro, v.0,n.0, p.163-68,1992. Disponível em: http://www.redalyc.org/pdf/381/38126508015.pdf Acesso em: 05 de setembro de 2016.

GUIMARÃES, L. B. A importância da história e da cultura nas leituras da natureza. Inter-Ação: Rev. Fac. Educ. UFG, v. 33, n.1, p. 87-101, jan./jun. 2008. Disponível em: https://revistas.ufg.br/interacao/article/viewFile/4244/4174 Acesso em: 05 de setembro de 2016.

HENNING, Paula Corrêa. Provocações para este tempo... a Educação Ambiental nos atravessamentos midiáticos. In.: PREVE, Ana Maria H.; GUIMARÃES, Leandro B.; BARCELOS, Valdo e LOCATELLI, Julia S. (org). Ecologias Inventivas: conversas sobre educação. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2012. P. 241-253.

LOURO, Guacira Lopes. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista. Petrópolis/RJ: Vozes, 2014.

MEYER, D.E. Teorias e Políticas de Gêneros: fragmentos históricos e desafios atuais. Brasília (DF): Rev. Bras. Enferm. , nº 57, v.1, p.13-18, jan-fev. 2004.

OLIVEIRA, R.D. de. Memórias do Planeta Fêmea. Estudos Feministas, nº0, 1992, p. 131-142.

REIGOTA, Marcos. O que é Educação Ambiental? São Paulo: Brasiliense, 2014.

VIEZZER, M.L. Gênero. In: FERRARO JÚNIOR, L.A. (Org.). Encontros e Caminhos: Formação de Educadoras (es) Ambientais e Coletivos Educadores. V. 3. Brasília: MMA/DEA, p.171-184, 2013.

Downloads

Publicado

28/02/2018

Como Citar

Schlee, J. C. P., Ávila, D. A., & Henning, P. C. (2018). Relação mulheres e natureza nos interstícios da Educação Ambiental. RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 4. https://doi.org/10.23899/relacult.v4i0.747

Edição

Seção

Dossiê: CIÊNCIAS, HUMANAS, AMBIENTE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL POPULAR