A representação da vaquejada na literatura de cordel

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v4i1.493

Palavras-chave:

Literatura de Cordel, Representação, Vaquejada.

Resumo

A representação da vaquejada na literatura de cordel é exposta neste artigo, a partir da análise d’A história do boi misterioso, dialogando com outras obras e poetas cordelistas e os estudos de Cascudo (1984) e Luciano (2012), no sentido de delinear a trajetória histórica destas duas culturas em meio às transformações da sociedade, desde o início do século XX até os dias atuais. Está fundamentada nos pressupostos da história cultural, tendo como base teórica Burke (2008) e Chartier (2002), enquanto que para a compreensão do valor da literatura e sua função social, Todorov (2009) foi o norteador dos argumentos. Concluímos que nesta caminhada o cordel e a vaquejada se reajustam e se reinventam para se manterem vivas enquanto tradições, com o poeta se apropriando dos elementos essenciais à prática da vaquejada – cavalo, boi e vaqueiro – para valorizar as suas narrativas e ao mesmo tempo enaltecer e propagandear a cultura da vaquejada.  

Biografia do Autor

Paulo Gracino da Silva, Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba

Possui graduação em História (UEPB) e Serviço Social (UNIP), mestrando do Programa de Pós-Graduação em História pela UFPB, sendo bolsiasta da CAPES.

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Publicado

13/09/2018

Como Citar

da Silva, P. G. (2018). A representação da vaquejada na literatura de cordel. RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 4(1). https://doi.org/10.23899/relacult.v4i1.493

Edição

Seção

Artigos - Fluxo Contínuo