A crítica da racionalidade científica: aproximações entre Ulrich Beck e Boaventura de Sousa Santos

Autores

  • Marcelo Rodrigues Lemos UNESP/Marília

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v2i4.241

Palavras-chave:

Ciência, Conhecimento, Sociedade de risco, Transição paradigmática

Resumo

A compreensão da contemporaneidade, pelas Ciências Sociais, implica a revisão de suas regras metodológicas, através de uma crítica epistemológica dos limites do conhecimento social. Esta pesquisa propõe, com isso, debater a crise de representatividade da ciência, questionando suas noções de verdade. Neste amplo universo de discussões, Ulrich Beck e Boaventura de Sousa Santos são referências destacáveis. Para Beck, a ciência não é entendida apenas como fonte de resolução dos problemas, pois a expansão técnica também é, em diversos casos, a causa geradora de riscos civilizacionais. Santos, por sua vez, afirma que a racionalidade cognitiva-instrumental moderna colonizou e subjugou outras formas de saber, fato que desperta a busca por novas reflexões que rompam com a tendência da ciência clássica de valorizar uma plateia universal específica. Trabalhando com os pesquisadores em questão, é possível notar progressivas transformações na análise científica, que reanimam a razão a partir de outros discursos e parâmetros conceituais.

Biografia do Autor

Marcelo Rodrigues Lemos, UNESP/Marília

Graduado e Mestre em Ciências Sociais pela UFU. Atualmente, cursa Doutorado também em Ciências Sociais na UNESP/Marília.

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Publicado

31/12/2016

Como Citar

Lemos, M. R. (2016). A crítica da racionalidade científica: aproximações entre Ulrich Beck e Boaventura de Sousa Santos. RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 2(4), 452–465. https://doi.org/10.23899/relacult.v2i4.241

Edição

Seção

Dossiê - Comunicação, Cultura e Conhecimento Científico em Processos Decoloniais