Territórios sustentáveis: autopoiésis e autonomia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v6i2.1825

Palavras-chave:

design autônomo, abordagem sistêmica, território, saberes tradicionais.

Resumo

Este artigo apresenta três iniciativas que se debruçam sobre os fazeres tradicionais de artesãos que lidam com seus saberes e fazeres a partir da relação com o ambiente, com os materiais e as cosmologias locais. A discussão teórica e metodológica do texto gira em torno de se pensar práticas sustentáveis para a atuação de designers a partir dos conceitos de autonomia, autopoiésis e território, visando a emancipação de tais grupos produtivos / artesão a partir da relação de territorialidade, considerando-se o estado da arte dos debates sobre a abordagem sistêmica do design. Os três casos apresentados situam-se nos estados de Minas Gerais e Maranhão, mostrando a diversidade e pluralidade de práticas empreendidas, e mostram também diferentes abordagens teóricas das pesquisadoras e pesquisador que aqui se associam para se pensar diferentes posicionamentos dos designers na contemporaneidade.

Biografia do Autor

Glauba Alves do Vale Cestari, Universidade Federal de Santa Catarina

Possui graduação em Design Industrial pela Universidade Federal do Maranhão (1997), Especialista em Educação Especial pela Universidade Federal do Maranhão (2004) e mestrado em Design pela Universidade Federal do Maranhão (2014). Atualmente é doutoranda em Design, linha de pesquisa Gestão em Design, pela Universidade Federal de Santa Catarina (inicio em 2017). Professora permanente do quadro do Instituto Federal do Maranhão e professora do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Maranhão em regime de dedicação exclusiva. Tem experiência na área de Desenho Industrial, com ênfase em Desenho Industrial, atuando principalmente nos seguintes temas: design, sustentabilidade, artesanato, cerâmica, design de interiores e educação.

Nadja Maria Mourão, Universidade do Estado de Minas Gerais

Doutora em Design, pelo PPGD- Universidade do Estado de Minas Gerais, possui mestrado em Design, UEMG (2011). Área de concentração do PPGD/UEMG: Design, Inovação e Sustentabilidade; Pós-Graduação em Arte Educação pela UEMG - Faculdade de Educação; Bacharel em Decoração (Design de Ambientes) pela Fundação Mineira de Arte Aleijadinho - Escola de Artes Plásticas. Atualmente é membro do CEDTec - Centro de Estudos de Design & Tecnologia / Linha: Cultura, Aspectos Socioeconômicos, Sustentabilidade e Gestão da inovação. Grupo CNPq: Tecnologia Social e Design Inclusivo. Professor titular da UEMG - Escola de Design. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Meio Ambiente, atuando principalmente nos seguintes temas: Tecnologia Social, Sustentabilidade, Design, Cultura e Identidade.

Raquel Gomes Noronha, Universidade Federal do Maranhão

Raquel Noronha é designer (ESDI-UERJ, 2001), mestre (PPGCSoc-UFMA, 2008) e doutora (PPCIS-UERJ, 2015) em Antropologia. Professora adjunta da Universidade Federal do Maranhão, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Design/UFMA. Líder do NIDA ? Núcleo de pesquisas em inovação, design e antropologia (CNPq), desenvolve pesquisa nas áreas de identidade cultural e patrimônio, metodologias participativas, relação design-materiais-artesanato e Design Anthropology. Dirigiu o documentário À mão e fogo (2014), é autora dos livros Identidade é valor: as cadeias produtivas do artesanato de Alcântara-MA (2011); No coração da Praia Grande (2015) e coautora de Artesanato no Maranhão, práticas e sentidos (2016) e Cirandas de saberes: percursos cartográficos e prática artesanal em Alcântara e Baixada Maranhense (2017). Atual chefe do Departamento de Desenho e Tecnologia da UFMA e vice-coordenadora do Programa de Pós Graduação em Design - PPGDesign-UFMA.

Luiz Fernando Gonçalves de Figueiredo, Universidade Federal de Santa Catarina

Possui graduação em Engenharia Sanitária pela Universidade Federal de Mato Grosso (1998), mestrado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (1995) e doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2000). Atualmente é professor efetivo da Universidade Federal de Santa Catarina e coordena o NASDESIGN-Núcleo de Abordagem Sistêmica do Design. Tem experiência na área de Design, com ênfase em Design e Inovação Social, especificamente com informação e sustentabilidade em produto e processo. Participa dos programas de pós-graduaçao em Design UFSC. Faz parte do grupo de avaliadores do INEP/MEC. É lider do grupo de pesquisa em Abordagem Sistêmica do Design e pesquisador CNPq. Pós-Doutorado na Universidade Federal de Mato Grosso Sul em Tecnologia Ambiental no Laboratório de Geoprocessamento para Aplicações ambientais com a utilização de VANTs.

Referências

Este artigo apresenta três iniciativas que se debruçam sobre os fazeres tradicionais de artesãos que lidam com seus saberes e fazeres a partir da relação com o ambiente, com os materiais e as cosmologias locais. A discussão teórica e metodológica do texto gira em torno de se pensar práticas sustentáveis para a atuação de designers a partir dos conceitos de autonomia, autopoiésis e território, visando a emancipação de tais grupos produtivos / artesão a partir da relação de territorialidade, considerando-se o estado da arte dos debates sobre a abordagem sistêmica do design. Os três casos apresentados situam-se nos estados de Minas Gerais e Maranhão, mostrando a diversidade e pluralidade de práticas empreendidas, e mostram também diferentes abordagens teóricas das pesquisadoras e pesquisador que aqui se associam para se pensar diferentes posicionamentos dos designers na contemporaneidade.

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Publicado

30/09/2020

Como Citar

Cestari, G. A. do V., Mourão, N. M., Noronha, R. G., & Figueiredo, L. F. G. de. (2020). Territórios sustentáveis: autopoiésis e autonomia. RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 6(2). https://doi.org/10.23899/relacult.v6i2.1825

Edição

Seção

Artigos - Fluxo Contínuo

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