História, memória e ressentimento: revisitando a trajetória de exclusão da população negra no Brasil

Autores

  • Danielle Ferreira Ferreira Medeiro da Silva de Araújo
  • Walkyria Chagas da Silva Santos
  • Alexandre de Oliveira Fernandes
  • Leonardo Lacerda Campos

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v6i6.1807

Resumo

O presente artigo analisa a questão da exclusão da população negra do acesso a bens simbólicos e materiais, tendo como chave de leitura a memória e o contexto histórico de lutas.  Desde a chegada forçada ao Brasil, o corpo negro foi coisificado pela sociedade escravocrata e para a legislação, o negro não era considerado em sua concepção humana, portanto, não merecedor de dignidade. É necessário lembrar que o negro lutou para que os atos desumanos cessassem e continua lutando na atualidade. Diversas instituições têm questionado a necessidade de recuperar situações traumáticas para que elas não mais ocorram, contudo, em sua maioria, o enfoque é para os casos ocorridos nos países do norte geográfico, uma pequena minoria para o genocídio indígena e para as perseguições ocorridas nas ditaduras da América Latina, mas pouco ou nada é escrito e questionado quanto a escravização negra, em específico a ocorrida no Brasil. Em consequência da ausência da justa memória imposta a população negra durante séculos, é possível verificar a ocorrência de escravização na contemporaneidade: os negros e negras são os que ocupam mais os empregos não formais, são os que recebem os menores salários e os que menos acessam o sistema de ensino. Assim, a partir da análise sobre história, memória e ressentimento, com base em revisão bibliográfica e dados estatísticos de órgãos nacionais e internacionais, o texto percorre a história de exclusão da população negra brasileira para ao final apresentar possíveis caminhos para a reparação, para a igualdade como reconhecimento, para a garantia de novos direitos.  

Biografia do Autor

Danielle Ferreira Ferreira Medeiro da Silva de Araújo

Doutoranda e Mestra do Programa de Pós-Graduação em Estado e Sociedade, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Integrante do grupo de pesquisa Paidéia – laboratório de pesquisas transdisciplinar sobre metodologias integrativas para a educação e gestão social. E-mail: dannymedeiro@hotmail.com.

Walkyria Chagas da Silva Santos

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Estado e Sociedade, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Direito, da Universidade de Brasília (UnB). Integrante do Grupo de Pesquisa MARÉ – Cultura Jurídica e Atlântico Negro. E-mail: kyriachagas@yahoo.com.br.

Alexandre de Oliveira Fernandes

Doutor em Ciências da Literatura (UFRJ). Líder do Grupo de Pesquisas em Linguagens, Poder e Contemporaneidade – GELPOC / IFBA / Porto Seguro. E-mail: alexandre.pro@gmail.com.

Leonardo Lacerda Campos

Licenciado em História e Especialista em Educação e Diversidade Étnico-Cultural pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB; Mestre em Educação pela UNICAMP; Professor Efetivo da Rede Municipal de Ensino do Município de Porto Seguro – BA e Docente da Faculdade Nossa Senhora de Lourdes – FNSL.

Publicado

30/04/2021 — Atualizado em 05/08/2022

Como Citar

Araújo, D. F. F. M. da S. de, Santos, W. C. da S., Fernandes, A. de O., & Campos, L. L. (2022). História, memória e ressentimento: revisitando a trajetória de exclusão da população negra no Brasil. RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 6(6). https://doi.org/10.23899/relacult.v6i6.1807

Edição

Seção

I - Congresso Internacional Online de Estudos sobre Culturas