Entre a natureza e floresta xamânica: uma exposição do fim do mundo à luz das palavras do xamã Davi Kopenawa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v5i1.1427

Palavras-chave:

Ciências Sociais, Ciências Humanas, cultura, politica

Resumo

Este artigo busca fazer uma reflexão junto às palavras do xamã yanomami Davi Kopenawa contidas na obra A queda do céu, construída em conjunto com o antropólogo Bruce Albert. O ponto central explorado será a relação que o xamã realiza com os não-humanos, com os espíritos, com a floresta encantada. Neste sentido este artigo busca expor aquilo que só os xamãs veem, conhecem, que é o sobrenatural, o mundo animado. Resumidamente, o que se tenta fazer é comparar o texto xamânico com outros textos ocidentais, para que as diferenças e a semelhanças entre eles sejam expostas. As relações que os xamãs realizam com as florestas estão intimamente ligadas a questão do fim do mundo, a questão da catástrofe ambiental, e sendo assim, este artigo irá expor diferentes versões do fim do mundo já escritas por ocidentais, para então as compara las ao fim do mundo xamânico. O resultado é um texto que fica sempre em um limite entre o mundo branco e o mundo yanomami, e que construiu uma possível entrada das palavras do xamã Davi Kopenawa para dentro da antropologia, e de suas questões.

Palavras-chave: espíritos; fim do mundo; florestas; não-humanos; xamanismo.

Biografia do Autor

Pedro Paulo Valerio Vaz, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Graduação; Universidade de Brasilia (Direito) Departamento de Direito

Mestrado; Universidade Federal de Minas Gerais (Antropologia) Departamento de Ciencias Humanas e Filosofia

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Publicado

30/06/2019

Como Citar

Valerio Vaz, P. P. (2019). Entre a natureza e floresta xamânica: uma exposição do fim do mundo à luz das palavras do xamã Davi Kopenawa. RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 5(1). https://doi.org/10.23899/relacult.v5i1.1427

Edição

Seção

Dossiê - Quando a natureza não é um recurso: humanos e não humanos na resistência aos grandes projetos desenvolvimentist