O Instagram como ferramenta de comunicação museológica: o caso do Museu das Coisas Banais

Autores

  • Rafael Teixeira Chaves UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS

DOI:

https://doi.org/10.23899/relacult.v2i1.114

Palavras-chave:

Palavras Chaves, Museu Virtual, Memoria, Redes Sociais, Museus Contemporâneos, Comunicação Museológica.

Resumo

O Museu das Coisas Banais (MCB) é um projeto de pesquisa vinculado ao Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Pelotas/RS, e tem como   objetivo preservar e compartilhar no mundo virtual, através de fotografias e narrativas, objetos que compõem o cotidiano dos indivíduos e que possuem um valor afetivo. Para este artigo propõe-se abordar a utilização da plataforma online Instagram, que permite a interação entre o museu e seus usuários, no caso seguidores. Esta interação ocorre apenas no espaço virtual e permite aos usuários a preservação e compartilhamento de memorias construídas através da relação que estabeleceram com os objetos.  O Museu existe exclusivamente no ciberespaço e está voltado à preservação da memória atrelada aos objetos do cotidiano. Além de conceber um novo meio para as práticas museais em comunicação e preservação da memória, o MCB possibilita a criação de coleções virtuais que são compartilhadas na rede de computadores. Desta forma, a preservação da memória, a partir da materialidade dos objetos, abrange outros suportes, como o digital, superando a própria materialidade das coisas. A formação das coleções de objetos cotidianos concentram sua atenção sobre a memória narrada, a memória ainda atrelada ao objeto, que passa a ser índice de uma presença ausente, registrada pela fotografia e pela história narrativa.

Metrics

Carregando Métricas ...

Referências

ANICO, Marta. A pós-modernização da cultura: património e museus na contemporaneidade. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 11, n. 23, p. 71-86, jan/jun 2005.

BEZERRA, Daniele Borges. Patrimônio afetivo e fotografia: A memória de idosos asilados. Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Pelotas, 2013.

CAMPOS, Marcela Saad; MACHADO, Polyana Muniz. Como o uso das hashtags na publicidade pode contribuir para a viralização de campanhas: um estudo de caso sobre a campanha #SomosTodosMacacos. Disponível em: <http://bdm.unb.br/bitstream/10483/9395/1/2014_MarcelaSaadCampos_PolyanaMunizMachado.pdf>. Acesso em 09 jul. de 2015

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999

CHOAY, Françoise. A Alegoria do Patrimônio. São Paulo: EDUNESP, 2001, 284 p.

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. 11ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006

HENRIQUES, Rosali, A experiência do Museu da Pessoa: a história do cotidiano em bits e bytes. Disponível em: <http://www.encontro2012.historiaoral.org.br/resources/anais/3/1329247967_ARQUIVO_historia_oral_rosali.pdf> Acesso em 04 de ago. de 2015 em 18:00.

KAPLÚN, G. (Org.). Comunicação e movimentos populares: quais redes? São Leopoldo: Unisinos, 2002. p. 275-298. Disponível em: http://www.ciciliaperuzzo.pro.br/ artigos/comunidades_em_tempos_de_redes.pdf. Acesso em: 17 de novembro 15.

LEVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34, 1999.

MARTELETO, Regina Maria. “Análise de Redes Sociais – Aplicação nos Estudos de Transferência da Informação” – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, MCT/IBICT – UFRJ/ECO, 2001

MARTELETO, Regina Maria. Cultura, Espaço e Textualidade; relações intercampos, redes sociais e novas configurações comunicacionais e informacionais. Rio de Janeiro : Programa de PG em Ciência da Informação – CNPq/IBICT - UFRJ/ECO, 1998. Projeto Integrado de Pesquisa, Relatório Final.

MARTELETO, Regina. Redes sociais, mediação e apropriação de informações: situando campos, objetos e conceitos na pesquisa em Ciência da Informação. Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação. Brasília, v.3, n.1,p.27-46, jan./dez. 2010

MCB disponível em: http://wp.ufpel.edu.br/museudascoisasbanais/

NISBET, Robert. The sociological tradition. 1. ed. London: Heinemann, 1967.

PERUZZO, C. M. K. Comunidade em tempo de redes. In: PERUZZO, C. M. K.; COGO, D.;

PIZA, Mariana Vassallo. O fenômeno Instagram: considerações sob a perspectivaPLURAL, Revista do Programa de Pós Graduação em Sociologia da USP, São Paulo, v. 17, n. 2, pp.105-125, 2011.

RECUERO, Raquel. Contribuições da Análise de Redes Sociais para o Estudo das Redes Sociais na Internet: O caso da hashtag #Tamojuntodilma e #CalaabocaDilma. Revista Fronteiras (Online): Vol 16, p.1, 2014.

RECUERO, Raquel. Redes Sociais na internet. Porto Alegre: Sulinas, 2009

SCHERER-WARREN, Ilse. Das Mobilizações às Redes de Movimentos Sociais, Sociedade e Estado. Brasília, v. 21, n°1, p. 109-130, jan./abr. 2006/2007.

SILVEIRA, Juliana da. Análise Discursiva da hashtag #onagagné: entre a estrutura e o acontecimento. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/analisedodiscurso/anaisdosead/6SEAD/SIMPOSIOS/AnaliseDiscursiva DaHashtag.pdf>. Acesso em: 27 de Novembro de 2015.

Downloads

Publicado

09/03/2016

Como Citar

Chaves, R. T. (2016). O Instagram como ferramenta de comunicação museológica: o caso do Museu das Coisas Banais. RELACult - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura E Sociedade, 2(1), 167–176. https://doi.org/10.23899/relacult.v2i1.114

Edição

Seção

Dossiê - História, Memória e Identidades